
A reunião contou com a participação de representantes dos cinco Conselhos Tutelares de Vitória da Conquista
A equipe de gestão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) se reuniram, nesta segunda-feira (11), com representantes dos cinco Conselhos Tutelares de Vitória da Conquista para discutir a atualização da dinâmica de trabalho relacionada ao fluxo de acolhimento institucional de crianças e adolescentes no município.
Realizada no auditório do Centro Integrado de Direitos da Criança e do Adolescente (Cidca), a reunião teve como objetivos discutir pautas relacionadas ao fluxo de acolhimento nas unidades municipais, aos processos de reinserção familiar e à comunicação entre os órgãos da rede de proteção. Entre os encaminhamentos definidos estão a realização de encontros bimensais entre os conselhos tutelares e a rede socioassistencial, além do aprimoramento dos fluxos da comunicação e do acompanhamento dos casos atendidos pela rede de proteção.
Para o secretário de Desenvolvimento Social, Michael Farias, o momento reforça a importância da construção conjunta entre os diferentes atores da rede de proteção social. “O que estamos construindo vai exigir foco e paciência de todos nós. Assim como aconteceu na implementação da Lei da Escuta Protegida, esse será um processo dialógico, com mediação do Neca, que depende da construção conjunta entre os órgãos da rede de proteção. Por isso, é importante essa escuta junto aos conselhos tutelares, para compreender as demandas específicas da rede, que serão fundamentais para o diagnóstico e para a construção de respostas sistêmicas voltadas à garantia do direito à convivência familiar e comunitária”, afirmou o secretário.
A reunião contou ainda com a mediação da formadora da Associação de Pesquisadores e Formadores da Área da Criança e do Adolescente (Neca), Dayse Cesar Bernardi, responsável pela consultoria técnica da reestruturação da política municipal de convivência familiar e comunitária de Vitória da Conquista. Segundo ela, o encontro também contribui para o diagnóstico da rede. “O objetivo desse processo é promover um alinhamento entre os serviços, tanto do ponto de vista conceitual quanto da prática. Assim como pretendemos construir um protocolo municipal, também queremos fortalecer um protocolo interno de comunicação entre os setores da rede. Esse processo de alinhamento é essencial para identificar desafios e construir respostas integradas”, avaliou a consultora.
Já a coordenadora do Conselho Tutelar Zona Rural, Simone Moraes, enfatizou a importância do alinhamento entre os órgãos envolvidos no acompanhamento das crianças e adolescentes acolhidos. “Estamos ajustando os fluxos entre o conselho tutelar e a alta complexidade com foco total na segurança da criança. O conselho traz para a reunião a realidade do território e a alta complexidade traz o acompanhamento técnico da criança. Com isso, nós amarramos esse fluxo”, explicou a conselheira.
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