Na tarde desta sexta-feira (12), servidores da Polícia Civil da Bahia lotados na região Sudoeste do estado finalizaram o curso de Inteligência Artificial Aplicada à Investigação Criminal, promovido pela Academia da Polícia Civil (ACADEPOL), em Vitória da Conquista. O curso teve início na segunda-feira (8) e contou com a participação de delegados e investigadores vinculados às cinco Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (COORPINs) de Vitória da Conquista, Jequié, Brumado, Guanambi e Itapetinga, que compõem a área de atuação da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste).
O curso foi ministrado pelo especialista em inteligência cibernética, mestrando em Segurança Pública e pesquisador de IA aplicada à investigação criminal, Marcus Vinicius de Sá Lessa, que, ao longo dos cinco dias de atividades, abordou temas como introdução à inteligência artificial, aplicação da inteligência artificial na investigação criminal, ética e prática investigativa, entre outros assuntos relevantes. O treinamento teve carga horária de 40 horas e formou, com êxito, 22 servidores.
Segundo o instrutor, há uma necessidade de que a investigação criminal acompanhe o grande avanço tecnológico experimentado na atualidade. “Estamos avançando tecnologicamente em uma velocidade nunca vista antes, e a investigação criminal precisa acompanhar esse movimento. Investigadores, delegados e escrivães necessitam ter contato e conhecimento dessas ferramentas de IA para que todo o conjunto da cadeia probatória, por meio da construção da cadeia de custódia e do tratamento do vestígio digital, seja trabalhado de forma integral, utilizando os mais recentes modelos de inteligência artificial a favor da atividade investigativa”, afirmou o instrutor.
Para o diretor da Acadepol, delegado Jackson Carvalho, que esteve presente no encerramento do curso, treinamentos como este são uma alavanca para a construção de uma Polícia Civil cada vez mais qualificada e eficiente.
“A preparação dos nossos policiais servirá para o enfrentamento dos novos desafios. O servidor precisa estar preparado para atuar com as ferramentas tecnológicas e com a gestão estratégica da investigação, para que possamos oferecer à sociedade o que a Polícia Civil tem e faz de melhor: a investigação criminal. O policial precisa dispor de uma ampla gama de conhecimentos e ferramentas para atuar com qualidade e eficiência, fortalecendo cada vez mais a Polícia Judiciária”, pontuou.
Fonte: Thanize Borges / Ascom-PCBA





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