As vendas do comércio varejista baiano cresceram 2,7% em fevereiro de 2026, frente ao mês imediatamente anterior, ao passo que no cenário nacional houve um crescimento modesto de 0,6%, nessa mesma base de análise. Na comparação com igual mês de 2025, as vendas na Bahia apresentaram a variação positiva de 3,2%. O movimento de expansão se repete pelo décimo primeiro mês consecutivo e ficou acima do registrado no Brasil (0,2%). No acumulado dos últimos 12 meses, a Bahia e o Brasil registraram crescimento de 3,0% e 1,4%, respectivamente.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
O aquecimento das vendas no mês pode estar relacionado ao carnaval, festividade que costuma dinamizar a economia do estado, principalmente na capital. Nesse aspecto, atividades como Alimentos e bebidas, Combustíveis, Vestuário e Farmácias e produtos de conveniência tendem a ter crescimento na demanda.
No comparativo com o ano anterior, o crescimento das vendas foi influenciado pelo alívio da inflação, a despeito dos juros e endividamento das famílias elevados. De acordo com os dados do IBGE, o IPCA de fevereiro na RMS foi de 0,40%, ao passo que em janeiro foi de 0,52%, evidenciando a amenização pontual da escalada dos preços no mês de fevereiro. A inflação no grupo Alimentação e bebidas apresentou movimento de deflação no mês (-0,09%), assim como o item Combustíveis (-3,29%). Também colaborou o aumento da demanda no período, impulsionada pela realização do carnaval em fevereiro de 2026, diferentemente de 2025, quando a festa ocorreu em março, favorecendo a base de comparação.
Na análise das atividades, observa-se que o aumento nas vendas na comparação com o ano passado foi resultado do comportamento dos segmentos de Combustíveis e lubrificantes, Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Móveis e eletrodomésticos. Além do carnaval e do alívio na subida dos preços, houve influência do efeito base, como no caso de Combustíveis e lubrificantes, que expandiu suas vendas em 11,5%, ao passo que em igual mês do ano anterior havia crescido 6,5%.
Dentre as contribuições negativas, na comparação com fevereiro de 2025, destaca-se o comportamento de Tecidos, vestuário e calçados (-24,0%), por conta do efeito calendário e do ajuste do orçamento familiar, uma vez que nos primeiros meses do ano o consumidor costuma ajustar o seu orçamento a fim de honrar os compromissos financeiros como o pagamento de IPVA, IPTU, matrículas e compras de materiais escolares.
No comércio varejista ampliado, que inclui o varejo restrito e mais as atividades de Veículos, motocicletas, partes e peças, Materiais de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo as vendas cresceram 5,4%, em relação ao mês imediatamente anterior. Na comparação a igual mês do ano de 2025, o crescimento foi de 3,3%, resultado que levou ao aumento de 0,8% no acumulado dos últimos 12 meses.
Ainda em relação ao ano passado, observou-se que o indicador no ampliado foi influenciado positivamente pela atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (20,4%), dada a deflação verificada nos preços de alguns itens que compõem a cesta básica. Em contrapartida Veículos, motocicletas, partes e peças e Materiais de construção registraram comportamentos negativos: -5,3% e -5,0%, respectivamente.
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